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sábado, 9 de março de 2013


'Quase fui linchada', diz mulher que acusa deputado Feliciano de estelionato

Liane Marques pagou despesas do pastor para um show gospel, mas ele não apareceu; o deputado é o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Wilson Lima , iG Brasília | 
A advogada Liane Marques, autora de uma representação por crime de estelionato contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), afirmou que por pouco não foi linchada em 2008 por moradores de São Gabriel, cidade distante 320 quilômetros de Porto Alegre, por culpa do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Liane Marques organizou um show gospel em 15 de março de 2008 no qual o pastor Marco Feliciano seria a atração principal. Ele não compareceu. Sua assessoria justificou a Liane, na época, que ele sofrera um acidente no dia da apresentação. Mas durante as investigações do Ministério Público Estadual (MPE) do Rio Grande do Sul, ele já tinha agendado um outro show, para o mesmo horário, no Rio de Janeiro. Por conta desse episódio, o pastor responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por estelionato conforme revelou o iG nesta quinta-feira .
“Havia uma comitiva esperando ele em Porto Alegre para trazê-lo a São Gabriel. Ele deveria ter chegado pela manhã, mas não chegou. Quando foi à tarde, me ligaram dizendo que ele não viria porque havia sofrido um acidente. Achei estranho na época porque busquei informações na Polícia e em outro órgãos, mas não havia nada de errado. Naquele momento pensei que poderia estar sendo vítima de um golpe”, disse Liane Marques. “A gente pode ser do interior, mas não é bobo”, complementou.

Agência Câmara
Pastor Marcos Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos sob protestos

Ao saber que o pastor sequer chegou a Porto Alegre, a notícia havia se espalhado pela pequena cidade de São Gabriel, com aproximadamente 80 mil habitantes. A expectativa inicial era que 20 mil pessoas da região estivessem no evento. Cerca de 7 mil compareceram. “Algumas caravanas cancelaram sua vinda de última hora. As pessoas queriam ver o pastor Marcos Feliciano. Elas estavam revoltadas. Só não me lincharam porque os seguranças (do evento) fizeram uma barreira na hora do show. Até então, a mentirosa era eu”, disse a advogada que hoje, coincidentemente, é diretora da Procuradoria do Consumidor (Procon) de São Gabriel. “E minha palavra contra a de um pastor renomado nacionalmente não valia nada”.
O prejuízo total de Liane Marques foi de aproximadamente R$ 100 mil. Além do pagamento do cachê no valor de R$ 13 mil, ela custeou passagens aéreas para o pastor, hospedagem, e gastou com publicidade, logística e, por causa da ausência de Marco Feliciano, ainda foi obrigada a devolver o valor pago por ingressos. “Até hoje, estou pagando conta do evento. A minha sorte é que tenho credibilidade. Pelo contrário, muitos poderiam me colocar na Justiça”, apontou Liane.
A empresa dela passou quatro anos fechada e somente em 2013 deve retomar as atividades. Durante o processo, o pastor ressarciu Liane Marques em R$ 13 mil, mais correção monetária.
Na ação que Feliciano responde no STF, ele alega que não compareceu ao show por motivos de “força maior”. Na instrução processual, ele ainda alega ter sido surpreendido pela autora da ação e que estava favorável a um acordo. A ação tramita no Supremo desde maio de 2011 e está sob a relatoria do vice-presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. O processo está pronto para ser julgado a qualquer momento.
Marco Feliciano negou que tenha aplicado um golpe contra Liane Marques. Ele afirmou que estava doente no dia do evento e que não houve apresentações no dia 15 de março de 2008. “Houve um contratempo, eu adoeci”, declarou. Quando questionado sobre o fato de ter justificado a sua ausência por um acidente e não porque estava doente, o pastor disse apenas que “não lembrava” direito dos diálogos naquele dia. “Lembro, sim, que estava convalescente”, disse.

    sábado, 12 de maio de 2012

    VEJAM O QUE DIZ O ADVOGADO MOISÉS SALES SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES DA BAHIA.

    12/05/2012

    Assunto:  Greve dos Professores


    tenho recebido e-mails da professora huanda e de outros seus colegas a respeito desse tema que me é caro e recorrente na minha atuação como advogado que sou de professores, particularmente dos professores da UNEB.

    a imprensa não tem sido muito feliz quando verbera e reverbera que a GREVE FOI DECRETADA ILEGAL. na realidade, por ignorância ou má-fé está fazendo o jogo do estado.

    como ouço pouca gente, melhor, ninguém dizendo nada a respeito desse terrorismo, gostaria de dar a minha opinião e o meu apoio aos professores com as informações que passo a lhes trazer.

    pela ordem natural das coisas, explico que nas greves dos anos de 2003, 2005, 2007 e 2011 patrocinei mandados de segurança contra CORTES ILEGAIS de salário dos então professores grevistas. em todos aqueles anos a ADUNEB, associação dos professores da uneb, obteve LIMINARES favoráveis na mais alta instância da justiça baiana (tribunal pleno do TJ/BA), ordenando o pagamento de salários e a suspensão do corte na folha, planserv, credicesta etc.

    nos anos de 2003 e 2005, nos 45 do segundo tempo, o estado consegui cassar essas liminares junto ao supremo tribunal federal até que aquela corte máxima, no ano de 2007, reviu seu entendimento sobre o tema greve no serviço público e, aplicando a lei voltada para o assunto na iniciativa privada, passou a ver como ilegítimo o corte salarial naquelas circunstâncias, de modo que o governo wagner se viu obrigado a pagar os salários daqueles momentos, como de fato os pagou. ainda que a contragosto.

    desde 2007 já estávamos na era wagner e sua gestão, sua assessoria nas movimentações de contra-greve, passou a adotar medidas surpreendentemente inusitadas para quem passou toda uma vida apoiando a classe trabalhadora. asseguro-lhes que, nem mesmo nas gestões carlistas, o ESTADO DA BAHIA ousou patrocinar ações civis públicas para discutir (e impor midiaticamente) e declarar essa ou aquela greve ilegal.

    e assim o fez, o governo wagner, na greve dos médicos, na greve dos professores universitário, na greve dos policiais e agora na greve dos professores da rede estadual. e em todas, a justiça de primeira instância na bahia houve por ordenar liminarmente o retorno dos trabalhadores aos seus postos, que não quer dizer necessariamente que a greve é ilegal como a propaganda oficial induz na tentativa de enfraquecer o movimento... fiz esse esclarecimento numa das assembléias da ADUNEB para qual fui convocado, como os srs. podem ver no link http://www.youtube.com/watch?v=hQx2AXimy1E

    não sei quais ações ou se de fato o sindicato de vocês (APLB) chegou a demandar alguma ação mas se de algum modo eu puder contribuir com minha solidariedade aos professores e ao seu ente sindical, ficam aqui estas informações, bem como anexo o mandado de segurança que fiz na GREVE/2011 dos seus colegas professores universitários, além da própria CONTESTAÇÃO à AÇÃO CIVIL PÚBLICA que o governo wagner moveu contra a ADUNEB bem como o recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO e do próprio PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO que interpus contra a decisão LIMINAR que ordenou o retorno aos postos de trabalho, arquivos estes (todos em word para que os advogados do sindicato possam adaptá-los se isso ainda for possível) que falam por si sobre toda esta estória de informação e contra-informação jurídica (e quiçá midiática). apenas para que acreditem no que lhes digo, a GREVE/2011 dos professores da UNEB acabou mas a bendita AÇÃO CIVIL PÚBLICA continua tramitando e seus efeitos pendem no que se refere à discussão sobre a multa aplicada pelo juiz da ordem de 5.000,00. e até agora, nada de declaração via SENTENÇA de ilegalidade daquela greve...

    como a mídia não parece muito mais interessada sobre o assunto e a internet é esse meio de difusão surpreendente, peço que cada um repasse esse e-mail para sua rede de colegas esperando que essas informações possam lhe ser realmente úteis.

    professores da rede estadual, boa sorte!

    moisés sales